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É possível jogar com outra economia?


“Como jogar um jogo onde não há vencedores ou perdedores” assim começou a Oficina de Construção de Jogos Solidários no sábado à tarde dentro das atividades da FEICOOP no Colégio José Otão. A oficina foi ministrada por Robson Patrocínio e Gabriela Caspary que vieram do Rio de Janeiro para uma troca de informação para a construção de jogos solidários.
A idéia dos jogos solidários é de promover uma partilha de vivencias das ONG’S e dos movimentos sociais para a construção de um jogo pedagógico voltado para adultos e crianças para a pensar a economia de forma diferente, tendo uma visão do micro para o macro.
Dentro da oficina se discutiu a origem da palavra economia e suas particularidades dentro de cada período da história da sociedade. Segundo a ministrante Gabriela Caspary “saímos de uma economia organizada pela partilha na pré-história para uma economia individualista e neoliberal.” Dentro destas críticas ao atual sistema econômico o outro ministrante Robson Patrocínio acredita que as ações organizadas podem contribuir para que se possa pensar que uma outra economia é possível. Para ele a partir das trocas de idéias e partilhas de informações é possível contribuir para que se possa continuar com a discussão sobre a economia solidária.
Robson Patrocínio e Gabriela Caspary trabalham no PACS (Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul) uma ONG do Rio de Janeiro há 12 anos. A instituição promove formações junto aos movimentos e outros atores sociais na busca de se pensar e se fazer diferente o sistema sócio-econômico.
Texto por: Carolina Moro
Fotos por: Felipe Capeleto

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Intercâmbio Espanha/Brasil


Jose Guarc Pérez é um padre espanhol que há quatro meses está no Brasil para conhecer a realidade camponesa daqui. Ele faz parte do Movimento Rural Cristão e fala das suas percepções quanto às realidades espanhola e brasileira.

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Texto e reportagem: Neli Mombelli



Agrobiodiversidade x transgênicos


A agrobiodiversidade compreende o manejo sustentável dos ecossistemas agrícolas. Ela desenvolve papel importante na questão da segurança alimentar, assim como na diversidade de alimentos. Para Antônio Andrioli, professor da UFFS, a produção agrícola baseada nas sementes transgênicas causa uma uniformização das plantas, além de ser prejudicial à saúde, uma vez que as sementes são geneticamente modificadas e não há pesquisas que comprovem a inexistência de malefícios para a vida humana.

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Texto: Júlia Schnorr e Neli Mombelli

Reportagem: Neli Mombelli


Em busca de uma identidade


Os catadores e apoiadores da causa debateram, nesta tarde de sábado, a importância do reconhecimento da classe e da visibilidade da mesma. A identidade e a emergência de políticas públicas também foram um dos temas debatidos durante a conversa que contou com a presença de diversos países, como Argentina e Uruguai.

A mediadora da conversa foi a integrante da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável, ASMAR, Margarete Vidal da Silva, que trabalha há muitos anos com a questão da reciclagem e da consciência ecológica que resulta do processo. Margareth, assim como os demais integrantes, entende que a prioridade do momento é criar uma identificação de classe para que se torne possível o reconhecimento do trabalho e a exigência de políticas pública que viabilize o trabalho dos catadores.

Claro que preconceitos ainda circundam a categoria, ultrapassando fronteiras. Na Argentina, assim como Uruguai, os catadores também passam por situações constrangedoras. Os problemas são parecidos, mas precisam ser fomentados. A busca agora é pela criação de redes e de associações para fortalecer o trabalho

A troca de experiências entre os países conseguiu iniciar esse fomento. Basta agora transformar toda a discussão em trabalho e criação de consciências.

Texto e Foto : Francieli Jordão


Banco de sementes – relatos de Santa Cruz do Sul


Oldi Helena Jantsch faz parte da Pastoral da Terra de Santa Cruz do Sul. Ela relata a experiência de seu grupo e fala da importância de organizar e produzir alimentos dentro da economia solidária e da importância do banco de sementes.

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Texto e reportagem: Neli Mombelli


Sementes crioulas, biodiversidade e cultura


A preservação e a utilização das sementes crioulas garante a biodiversidade e, segundo pesquisadores, possuem comportamento de produtividade mais estável em relação às híbridas. Elas possibilitam um modelo de agricultura sustentável além de abarcar as esferas sociais, culturais, ambientais e políticas.

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Texto e reportagem: Neli Mombelli

Foto: Júlia Schnorr